11 de janeiro de 2012

O corrimão do lixo

Há coisas que não se entendem, mas pode ser que alguém se digne explicá-las e demonstre que têm uma razão de ser. As taxas de recolha e tratamento de lixo sofreram, na Guarda, um aumento brutal. O valor que o cidadão paga, de maneira coerciva, na factura dos Serviços Municipalizados, vai supostamente para as empresas que fazem a recolha do lixo e a limpeza urbana. Empresas que, com frequência, declaram ter em atraso por parte da intermediária a autarquia o pagamento desse serviço. Um atraso que se existir por parte do cidadão poderá levar a juros de mora ou ao corte do fornecimento de água. Mas neste quadro alguém se lembrou de enfeitar contentores de lixo com delimitadores metálicos. Já se vêem, um pouco por toda a cidade. Alguma parte (a Câmara, as juntas de freguesia ou a empresa que cobra um serviço à Câmara) terá entendido que podia desbaratar o que pagamos em taxas de recolha de lixo num tipo de inutilidade bricoleira. Aquilo não serve para nada. Podia ser a cereja no cimo do bolo, se a cidade estivesse arranjada, ordenada, regenerada e reabilitada e ainda sobrasse dinheiro. Mas está longe de ser este o caso. O único facto visível é que custa dinheiro. O que leva às conclusões que cada cada qual quiser tirar.
[Jogo de Sombras, Rádio Altitude]

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